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domingo, janeiro 21, 2007

Cobra Sucuri


Esta semana a imprensa brasileira divulgou uma notícia que deixou muita gente de cabelo em pé. Uma cobra sucuri atacou um garoto de oito anos que passava férias na casa do avô. Garoto de azar ou de sorte?
Depende do ponto vista. Se pensarmos que o garoto estava no lugar errado na hora errada, é um garoto azarado, mas se analisarmos por outro ângulo, pode concluir que o menino é realmente um garoto de sorte. Foi salvo porque o avô estava no lugar certo na hora certa. Com certeza esse avô recebe a gratidão do neto e de seus familiares para o resto da vida.
Avô de coragem. Penso que ninguém sabe com certeza qual a coragem que tem. Tudo depende do momento e da necessidade. A vida está cheia de exemplos. Há pouco tempo uma mãe se jogou, sem saber nadar, em um tanque de água profundo para salvar um de seus filhos gêmeos que havia caído na água. Agora foi o avô, lutou cerca de trinta minutos com a cobra. Foi o instinto de sobrevivência? De onde veio a coragem? Como conseguiu forças? Como suas forças não se esgotaram? Quando o ser humano vê sua vida ameaçada, faz de prodígios. Bendito avô!
Fico pensando no trauma desse menino. Não dá para avaliar o estrago psicológico que poderá sofrer. Seu corpo carregará para sempre as cicatrizes como lembrança.
A cobra é um dos animais mais temidos. Sua fama de má tem origem bíblica. É a personificação do demônio. Mas existem animais tão ou piores que ela. Acontece que o homem invadiu seu espaço, exterminou com grande parte de suas presas, e a cobra, como irracional, não sabe distinguir uma pessoa de um animal. Na verdade, ela sabe que o homem é seu predador e tem medo dele.
Já ouvi dizer que pessoas de outros continentes pensam que o Brasil é infestado de cobras sucuris e de jacarés, até nas cidades. A sucuri, denominada popularmente de anaconda, tem o nome científico de Eunectes murinus e é típica da América Latina. É na ilha de Trinidad, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Equador, Guiana, Guiana Francesa e Brasil, da Amazônia ao Paraná. Habita pântanos, rios caudalosos e tranqüilos, lagoas e cavernas próximas a estes. Tem hábito diurno e crepuscular. É muito temida, mas não é venenosa. Seu perigo consiste em seu tamanho, pois atinge de 4,50 a 9 metros. Sua força é enorme. Alimenta-se de peixes, capivaras, sapos, tartarugas, lagartos, serpentes, aves, cutias, pacas, queixadas, caititus, antas, veados, macacos, jacaré e outros animais que aparecem em seu caminho. Mata por sufocamento, depois engole a vítima inteira, começando pela cabeça. Estando perto de fazendas ou cidades também pode matar bezerros pequenos, galinhas e outros animais domésticos. Quando a sucuri é grande e está faminta, uma pessoa que atravessa seu caminho corre o mesmo risco que os animais. Pode morder para se defender e deixar dentes presos e estes poderão infeccionar. Sua picada não é venosa, mas é aconselhável manter distância dela.
É a maior cobra do mundo. Choca seus ovos internamente. Seus filhotes, cerca de vinte cinco, nascem com aproximadamente um metro de comprimento e já se viram sozinhos. Já nascem causando medo. Por essas razões, quando uma dessas serpentes atacam seres humanos, como o garoto salvo pelo avô, a repercussão é muito grande. A notícia corre rapidamente e todas as pessoas ficam chocadas só de ouvir contar conforme você pode ler na notícia abaixo Publicada pelo Portal Palotina.
Terezinha Bordignon

SUCURI ATACA GAROTO NO INTERIOR DE SÃO PAULO



Um garoto de 8 anos foi atacado por uma cobra sucuri de cerca de cinco metros na tarde de quarta-feira (7) em uma propriedade rural em Cosmorama, a 500 km de São Paulo. Não fosse a coragem do avô, o menino teria sido asfixiado e morto.

Com 35 quilos, a sucuri imobilizou o menino Mateus se enrolando por seu corpo. O bote ocorreu à beira de um córrego que corta a propriedade do avô onde o garoto brincava com outros amigos. “Ela me derrubou, me mordeu, foi se enrolando e começou a me enforcar”, recordou o garoto a uma emissora de TV .

Mateus mora em São Paulo e passa férias no sítio do avô, Joaquim Pereira, de 66 anos. Foi justamente o idoso quem salvou o menino, depois de ser avisado pelos amigos do neto. Ao chegar ao local, ele ainda brigou cerca de meia hora com a cobra, usando as mãos, os pés, pedras e pedaços de madeira que encontrou pela área para evitar a morte da criança.

Presas no peito - A sucuri atacou Mateus no córrego Barro Preto. Além de se enrolar na criança, ela fincou as presas no peito do garoto, rasgando sua pele. Foram necessário 21 pontos para fechar o ferimento. O menino foi atendido no pronto-socorro da região e seu corpo tinha, além do corte profundo, vários hematomas.


2 comentários:

  1. Anônimo2/26/2007

    Não gostei desta reportagem. Não havia necessidade de ilustrar tanto. Vc parecer colecionar fotos desses bichos horrendos....


    misf

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  2. Misf

    Provavelmente você levou um susto quando viu tanta cobra, mas são apenas fotos, essas não fazem nada. Até parece que você tem um trauma de quando era criança. Diz uma lenda que devemos ter muito cuidado com máquinas de costura porque as cobras gostam de se esconder nelas, então cuidado!

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